Hoje bateu aquele desespero. aquele em que nós questionamos até o que estamos aqui a fazer. Já à bastante tempo que isto não acontecia, mas como quando não conseguimos dormir e tudo nos vem à cabeça, tudo o que já se passou tudo o que se está a passar e, por mais que tentemos resolver as coisas ou encontrar solução para elas, não conseguimos encontrar a solução nem conseguimos ver a luz ao fundo do túnel.
À anos que faço a mesma pergunta, sei que não fui culpada por a separação dos meus pais, sei que a confiança perdeu-se e a relação terminou, mas o que é que eu fiz para ele me rejeitar? sempre que tento uma aproximação acabo sempre por ser substituída por um dos entiados, primeiro foram os da minha primeira madrasta e agora pelos da segunda já à 13/14 anos, não fala ao meu irmão e eu continuo a correr atrás dele. Pergunto-me porquê? O que é que eu fiz de errado? Sei que algumas vezes cheguei a dizer, mas apenas da boca para fora, que se não tivesse pai, que se ele tivesse morrido, se calhar era melhor, ponto de vista: não sentia esta regeição sem saber o porquê. Na escola esforcei me, não ao ponto de ter 20, mas cheguei a fazer os exames nacionais para poder ingressar na universidade. O que é que ganhei com isso? «Agora tens de trabalhar para pagares o curso» Sei que é possível de se fazer, mas, também, se sabe que quem estuda e trabalha não consegue ter grandes notas (falta tempo para estudar) e na altura que eu fiz os exames o curso que eu queria tirar só havia em Portalegre, Lisboa, Porto, Coimbra, Beja, e eu vivia ao pé de Évora como é que eu pagava casa, comer e ainda a universidade e tudo o que lhe acarreta?
Entre os 14 e os 16/17 tirei um curso de informática (na optica do utilizador) e continha ainda recursos humanos, secretariado e contabilidade, o pai disse: «O pai paga o curso e se tiveres boa nota no final o pai oferece-te o computador!» estou à espera até hoje, houve curso e computador para a entiada e para a filha que teve média de 18/19, já não me lembro bem, não houve. Mais tarde, já com a sua nova família, na altura em que era para ir para uma das cidades acima referidas, a filha não houve dinheiro para a filha ir para a universidade porque a outra entiada for estudar para uma escola privada, tipo IEFP, mas neste local ou se entra com uma grande média para não se pagar propinas ou pagasse as propinas. Agora faço a pergunta, fui uma adolescente muito tranquila, bem comportada, introvertida, nunca apanhei uma bebedeira na escola, fiz aquelas coisas ditas normais de adolescentes, ainda hoje me pergunto o que é que eu fiz para ser rejeitada por o meu pai?

Como se não bastasse o meu pai, agora, tenho a minha filha, a minha primeira e única filha que terei, me tem rejeitado.
Costuma-se dizer «mãe nem que seja uma silva, mas é mãe e tem direito a ser mãe, tal como todas as outras», mas parece que eu não. Estou tão cansada. Farta das humilhações. Chegar a tribunal, uma vez e outra, e dizerem que eu tenho que mudar a minha dinâmica. Pergunto em quê? Não saio de casa a não ser para trabalhar, para idas ao médico (às minhas e à consulta da minha filha quando tenho conhecimento dela)m, para ir à casa da minha mãe, lugar até onde passo férias fechada em casa. Chega o fim-de-semana lá vou eu à terra da minha filha para, ultimamente, umas vezes aparece o pai, quando se designa a aparecer, ou como à uns meses bons atrás, ainda, era a minha filha que aparecia a dizer que não queria estar comigo, porquê? ainda hoje não sei. Sei que posso ter cometido alguns erros, mas o mal que fiz foi todo a mim, não consigo perceber o que se passa na cabeça da minha filha.
Já não sei o que fazer, sinto-me tão injustiçada, humilhada, faço perguntas nunca obtenho respostas...
Nunca quis desistir da minha filha nem a rejeitei em tempo algum, apenas sinto que não me deixam estar com a minha filha. Ainda ouvi da boca dela, quando lhe disse : «nunca te esqueças que a mãe te ama muito» «ou não. pelo menos a avó diz que não». Nunca a quis tirar do meio onde cresceu porque sei o que isso é e, também, porque passados 4 meses após o divorcio entrei no hospital para ser operada e aí começaram os sucessivos internamentos.
Nunca deixei de estar com a minha filha nem deixei de fazer o esforço para estar com ela a não ser quando estive internada, cheguei a fazer quase 700km para estar com a minha filha todos os 15 dias para quê pergunto eu? do que me serviu passar noites em que dormia 3/4h e no outro dia trabalhava 12/13 por dia se não mais, para agora ser tratada desta forma?
Hoje pergunto-me o que é que eu fiz para ser rejeitada pelo o meu pai e pela minha filha? Não os culpo pelas decisões que tomaram, quem sou eu para os julgar.
Mas o que é que fiz de errado nesta ou noutra vida para ser tratada desta forma? Não entendo....
«Nunca rejeitarás nem pai, nem mãe»
«Amarás sempre teu filho»

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