Namorado?

Hoje perguntaram-me porque não tenho namorado. Engraçado!
Como tenho passado algum tempo sozinha e dedicado a mim, tenho vindo a pensar sobre isso. Sobre as minhas relações não darem certo. Isso me fez recuar alguns anos e tentar perceber onde estou a errar para as relações não darem certas. Descobri que a razão sou eu. Sou eu que não consigo entregar-me por completo e sinto demasiado, os sentimentos, que me chega a dar medo, então, acabo estragando tudo. Os meus pensamentos positivos passam a negativos e tudo o que era bom passa a menos.
Dei por mim, nuns destes dias, após ter começado a conhecer uma pessoa pela qual, desde que a vi, nutria algum tipo de atracção, a imaginar conversas com uma amiga, imaginar sim porque os nossos pensamentos voam e sonhamos mesmo acordados com aquilo que desejamos muito, e em que tudo terminava em que não nos entenderíamos, consequência, acabamos por nos desentender. Comportamento gera comportamento e pensamentos atraem aquilo que pensamos. Lei da atracção.
Como advertência para mim e consequência dos meus atos acabei a pensar em todas as minhas relações que já tive.
Cheguei a uma conclusão, não sei se a mais correta, mas é a que consigo enxergar melhor.
A relação que durou mais foi com o pai da minha filha. Relação onde eu perdi tudo auto estima, auto confiança, respeito por mim própria, tornei-me numa pessoa submissa, negativa e sem vontade própria. Deixei de ser quem eu era para passar a ser a pessoa que ele queria, e mesmo assim, não era o suficiente. Apenas olho para esta relação e falo sobre ela como analista, apenas para rever os meus erros. Sei que perdi muito, mas ganhei muito mais, basta olhar para a minha filha, que se não fosse ela já cá não estaria nem forças, se calhar, teria para me tornar uma pessoa melhor todos os dias.
Após o casamento tive mais uma relação em que eu pensei que estávamos os dois numa relação séria e que estava a ser construída da forma correta, pois tínhamos iniciado a nossa relação na base da amizade e com uma amizade já com algum tempo, mas quando fui parar ao hospital, e estava demasiado focada na minha recuperação, descobri quem ele era realmente, acabei ficando sozinha mais uma vez.
Quando construí o blog estava sozinha, no sentido em que não tinha nenhuma relação amorosa com o sexo oposto. Nesta altura publico algo onde digo que tomei a decisão de estar só, mas passado 2 anos e a julgar que pela minha transformação/ deformação, que ninguém iria querer estar comigo pelo ditado "os olhos são os primeiros a comer...", sob a influência de uma amiga, julgava eu, acabei me envolvendo com uma pessoa e até faço referência a essa pessoa numa das publicações. O fim da relação chega tão próxima como começou, pois nunca tinha sido a primeira escolha da pessoa e como a dita amiga também não desistiu como dizia que o tinha feito acabei sendo traída pelos dois. Aqui os meus medos também estavam lá e erros que já tinha cometido voltaram para me assolar.  Esta última relação deixou-me devastada completamente, sem vontade de sair de casa sem vontade de comer e, até mesmo, sem vontade de estar na minha própria casa.
Como não acredito que nada acontece por acaso, conheci alguém que me fez voltar a gostar de viver. Não tive uma relação amorosa com esta pessoa não porque ele não quis mas fui eu que disse não.
Não, porque não era aquilo que queria realmente e porque eu não iria entrar em mais uma relação sem saber aquilo que queria para mim.
Bem, iniciei a minha jornada à um ano e cinco meses.
Mas no meio desta trapalhada toda acabei conhecendo alguém com quem eu tive uma ligação como nunca tive com ninguém. Algumas pessoas poderiam dizer que éramos almas gémeas pela conectividade que existia entre nós, mas essa pessoa só me veio mostrar o que é bom e como ser bom para alguém nesse momento. E como tudo o que é bom acaba, tive de o deixar ir.
Cheguei à conclusão. Como é que eu posso iniciar uma relação com esse intuito quando eu já nem sei iniciar qualquer tipo de relação? São 13 anos +/- a viver sozinha.
Acabei me lembrando de uma frase do livro da saga crepúsculo, em que a personagem Bela diz que fez uma trapalhada enorme para saber exatamente o que queria. E não é que eu fiz o mesmo?
Mas agora o que posso eu fazer? Deixei para Deus para ele me explicar e me ajudar a entender e tentar reparar o que é possível de reparar.
Com tantas horas só uma pessoa começa a procurar organizar a sua vida em torno dos tempos vazios que tem e tenta preenche-los de alguma forma. Eu acabei viciada no trabalho.
E agora?
Então não tenho namorado porque após passar tanto tempo sozinha já não sei como se inicia uma relação, porque vivi sempre sozinha, viciei me em trabalho, e tenho que aperfeiçoar os meus pensamentos positivos.

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