mais um internamento - o 5°

No passado dia 13 de dezembro de 2014 fui internada mais uma vez. Desta vez foi por causa de uma colonoscopia. Fui fazer esta cólon para ver como estava o intestino e à médica ao recolher estenoses para biopsias fez uma micro perfuração no intestino grosso. Nesse dia não dei por nada mas no outro dia comecei a sentir umas bolinhas de ar por cima da ileostomia muito perto das costelas. Quando fui entregar o relatório ao 3C, este a conversar com o meu anjo da guarda pediram uma TAC de urgência para sábado. Eu fiz a TAC. Quando já me encontrava em casa fui chamada para voltar ao hospital para fazer uma análise. Foi quando me foi dito que iria ser internada porque foi me descoberto uma micro perfuração no intestino grosso e que teria que fazer antibiótico intravenoso.
Ainda dizem que o raio não cai duas vezes na mesma casa. Fui internada precisamente no mesmo dia de à um ano.
Pedi logo para ser internada na cirurgia 2, por causa de ter passado 3 dias sem dormir na cirurgia 1, por causa de uma auxiliar que entrava no quarto, de cada vez que era chamada durante a noite, a gritar e acendia as luzes todas. Ora, para quem estava a tomar antidepressivos para dormir e tinha acabado de sair de uma cirurgia,  era muito complicado. Então para não acontecer o mesmo pedi para ir para lá, aqui os meus médicos foram impecáveis, tentaram logo encontrar cama para eu ficar na cirurgia 2.
Neste mesmo dia foi me informado que o mais provável era eu não tirar o saco por varias razões, uma delas é que eu tenho o intestino com tantas estenoses que está fechado, outra foi que tenho uma grande probabilidade de desenvolver cancro do colón,  outra foi que tive um abcesso perianal e posso desenvolver doença perianal, a outra foi que tenho o colón muito fechado que o transito intestinal vai ser muito complicado. Bem pintaram-me um cenário tão escuro mas tão escuro que eu que me andava a segurar já à imenso tempo desabei naquela tarde, fui me tão abaixo que com os nervos nem conseguia falar nem ouvia tão pouco o que o médico dizia ou perguntava. O que me valeu foi a minha amiga que me tem acompanhado nesta caminhada, também, que foi comigo fazer o exame e também ela foi a uma consulta. A minha amiga é que explicou o porquê de eu me estar a ir abaixo daquela maneira.
Eu sou mãe e na altura do divórcio, como sou filha de pais separados sei o que é nós sairmos do sitio onde temos raízes e irmos morar para um sitio onde não conhecemos ninguém, então eu optei por deixar a minha filha com o pai e os avós paternos, ta!bem fiz essa opção devido ao meu trabalho, é que na empresa em que trabalho os horários são complicados (trabalhamos muito em part-time ganhamos bem,  temos que estar sempre disponíveis para a empresa e organizar um horário completamente diferente ta!bem não é fácil) e, também, porque eu sabia à partida que a família paterna nunca iria faltar com nada à minha filha. Mas eu quero muito ter a minha filha comigo. Neste preciso momento é o que eu mais quero.
E o meu anjo da guarda não sabia disto. Como eu pensava que o meu 3C soubesse.
Tive internada até ao dia  21 de dezembro quando saí de pijama, foi engraçado e diferente, estranho não é? A um domingo, não é? Pois o meu 3C estava de banco e deu-me alta para me pôr fora do hospital o mais rápido possível porque não me querem internada. Porque será? ;-)
Bem, mais uma vez, foi um internamento, embora tenha tido alguns dias menos bons tive que levar um dia de cada vez e como se fosse uma aventura e de ânimo leve.
A minha mãe foi quem me foi internar e para ela foi muito complicado, começou logo a chorar, a pensar o pior, mas eu já estou habituada, já não estranho.

Acho que já levo os internamentos de ânimo leve também porque estou entre pessoas que conheço, porque quando fui internada em dezembro de 2013 eu não queria nem por nada ir para o hospital Patrocínio, que é também o hospital de Évora, porque não conhecia ninguém e não queria ir para longe dos meus médicos e enfermeiros que eu tanto conhecia.

Mais uma vez devo a minha vida e o meu bem estar aos médicos e enfermeiros que tanto me têm apoiado. Não vou estar aqui a enumerar nomes porque devo de me esquecer de algum, mas se estou ca a eles o devo e estes dois eu não os posso esquecer o meu 3C e o meu anjo da guarda.
O meu anjo da guarda não é o medico que me segue todos os meses, mas sendo ele o médico (mentor ou professor, não sei bem que nome se dá a um medico que apoia um interno) que estava sempre de apoio ao 3C, de uma maneira ou de outra, ele tem seguido o meu processo por isso a eles devo a minha vida. Nunca nesta vida eu irei conseguir agradecer o que fizeram por mim.

Já ouvi comentários a respeito de um deles, comentários esses que eu não gostei e posso mesmo dizer em alto e bom som onde quer que seja a eles devo a minha vida. Se cá estou a escrever no blog, facebook ou instagram a eles o devo (anjo da guarda, 3C, à minha doutora de gastro e à minha psicóloga) a mais ninguém.

Para vocês o meu MUITO OBRIGADO!!!!
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