Intervalo entre o 1° internamento e o 2°internamento

Com o passar do tempo o estoma foi diminuindo de tamanho.
Quando saí do hospital, ao fim de 15 dias, pensei que já aguentava fazer tudo como quando tinha os meus 60kgs então pedi ao pai da minha filha para ela passar o fim de semana comigo, excusado será dizer que correu menos bem tive que ir para o hospital porque parecia que tinha ataques epiléticos. O meu namorado foi comigo a minha mãe ficou com a minha filha no restaurante. Tive que pernoitar no hospital, aquilo voltou a repetir (acreditem a sensação não é a melhor) a médica que me acompanhou, depois de vários exames, acabou me dizendo que não sabe o porquê de ter tido aquilo porque o resultado dos exames é que não tinha nada. De conversa com a minha querida psicóloga chegamos à conclusão que foi a ansiedade com um gasto de energia excessivo e como estava com cerca de 38kgs....
 Em agosto de 2013, por conselho do meu primeiro cirurgião, e já com a pele em ferida, pedi uma consulta com uma das enfermeiras especializadas no assunto (colostomias e ileostomias) da cirurgia 1.
É que eu como gosto de fazer tudo em grande, acabei desenvolvendo a psoríase no sítio da placa, ou seja, por mais que quisesse a placa não aguentava colada mais do que um dia. Aí a enfermeira me falou que o laboratório que comercializa as placas e sacos Convatec entre outros artigos, tinha desenvolvido uma pasta que se coloca entre a pele e a placa de forma a proteger a pele e que aguenta pelo menos 48h sem descolar o que para a pele é ótimo porque assim a pele não sofre tanto.
Quando comecei com a pele nesta situação, para além de ter começado a perder a paciência por não poder sair de casa porque até o simples respirar fazia com que a placa descolasse, era, também, a situação da pele estar toda ferida e me dar uma comichão horrivel que quase não me deixava dormir e havia, também, a situação do estoma que como tinha diminuido tanto que acabou recolhendo de um todo fiquei apenas com o "buraco" na pele por onde saiam as fezes que começou a querer fechar (no meio de tanta coisa menos boa acabei tendo uma coisa boa que não devia acontecer). Tive que voltar mais vezes para as enfermeiras irem seguindo o caso e tentarem de tudo para que eu aguentasse as placas. Tive que mudar de tipo de placas para outras que me eram mais convenientes.
Tive que deixar de tomar banho como todas as pessoas sem esta "curva extra" tive que passar a tomar o chamado "banho à gato". Hoje sempre que a placa se descola um pouco aproveito e tomo banho de chuveiro (hummmmm tão bom).
Nesta situação o meu namorado foi excelente e muito compreensivo acompanhou-me sempre nas idas à cirurgia 1 e até aprendeu a mudar as placas para o caso de eu algum dia não conseguir ele fazer. O mais engraçado é que sempre que a placa descolava quando estava com ele, ele queria ser sempre ele a mudar a placa.

Com o passar do tempo chegou o mês de setembro mais uma consulta de rotina com o primeiro cirurgião (1C) o "buraco" estava ainda mais pequeno. Aí o 1C decidiu operar-me de urgência.
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